Projeto propõe Política Nacional dos Direitos da Pessoa com Autismo

Texto em análise na Câmara prevê diagnóstico precoce, atendimento integrado e ampliação de garantias
Está em tramitação na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 3080/20, que propõe a criação da Política Nacional dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A proposta busca estabelecer diretrizes para orientar ações do poder público nas áreas de saúde, educação, assistência social e inclusão.
Pelo texto, a política será aplicada às pessoas com autismo, condição reconhecida como deficiência para todos os efeitos legais, conforme a legislação em vigor. A iniciativa pretende estruturar medidas voltadas à promoção de vida digna, integridade física e proteção contra abuso e discriminação.
Diagnóstico precoce e atendimento multidisciplinar
Entre os principais pontos do projeto está a previsão de atendimento integrado e multidisciplinar, envolvendo diferentes setores do poder público.
Na área da saúde, a proposta inclui:
-
avaliação precoce, com identificação de sinais do autismo em crianças de até 2 anos e 11 meses;
-
atendimento especializado com profissionais como neurologistas, psiquiatras, psicólogos e fonoaudiólogos;
-
capacitação permanente de equipes que atuam no atendimento a pessoas com TEA.
Autor da proposta, o deputado Alexandre Frota (PROS-SP) destaca a importância do diagnóstico nos primeiros anos de vida. Segundo ele, "é necessário um diagnóstico preciso a fim de buscar a forma mais adequada de lidar com a criança e estimulá-la da melhor maneira".
Inclusão na educação e no mercado de trabalho
O texto também trata do acesso à educação. A proposta garante matrícula em escola regular, junto às demais crianças, reforçando o princípio da inclusão.
Para dar suporte ao processo de aprendizagem, o projeto prevê:
-
oferta de acompanhante especializado em sala de aula comum;
-
apoio escolar complementar no contraturno;
-
incentivo à inserção da pessoa com TEA no mercado de trabalho.
A intenção é criar condições para que o desenvolvimento educacional e profissional ocorra com apoio adequado às necessidades individuais.
Transporte, moradia e próximos passos
No campo da mobilidade, o projeto prevê passe livre no transporte público para a pessoa com TEA e um acompanhante. Já na área social, autoriza a criação de residências assistidas destinadas a pessoas que perderem o vínculo familiar por falecimento ou abandono.
A proposta ainda será analisada pelas comissões da Câmara dos Deputados antes de seguir para votação. O texto estabelece que as despesas decorrentes da futura política deverão ser custeadas por dotações orçamentárias próprias, conforme previsão legal.
Fonte: www.camara.leg.br
Portal Azul - Informações: (61) 98678.4193 - WhatsApp (enviar mensagem)
