Juventude, autismo e jornalismo: comunicação como ferramenta de inclusão

Programa da TV e Rádio Assembleia aborda a presença de profissionais neurodivergentes no jornalismo em entrevista com Vinícius de Freitas
O programa Ver Ouvir Sentir, exibido neste sábado (24) pela TV Assembleia e Rádio Assembleia, trouxe ao centro do debate a relação entre jornalismo, juventude e neurodiversidade. A edição contou com uma entrevista do apresentador Chico Costa com o jornalista Vinícius de Freitas, que compartilhou experiências pessoais e profissionais ligadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e à atuação na comunicação.
Jornalismo além da informação
Durante a conversa, Vinícius destacou o papel do jornalismo como um espaço que vai além da transmissão de notícias. Segundo ele, a comunicação também pode contribuir para ampliar a compreensão social, promover inclusão e fortalecer a defesa de direitos, especialmente quando há diversidade de vozes e vivências dentro das redações.
A participação de profissionais neurodivergentes na mídia foi apontada como um fator relevante para aumentar a representatividade e estimular debates mais amplos sobre inclusão e acessibilidade.
O diagnóstico e o processo de descoberta
Ao relembrar sua trajetória, Vinícius explicou que o diagnóstico de TEA ocorreu após avaliações psicológicas iniciadas a partir da observação de professores, que perceberam características como altas habilidades e comportamentos distintos durante o período escolar. Natural de Brasília, ele afirmou que vive no Piauí há cerca de um ano e meio, levando consigo reflexões sobre educação, identidade e inclusão.
"Eu sempre fui muito solto, principalmente em questões de altas habilidades. A partir do encaminhamento dos professores, começaram as investigações e veio o diagnóstico de TEA", relatou.
Caminho profissional e identificação com a comunicação
A escolha pelo jornalismo, segundo Vinícius, veio após experiências em outras áreas profissionais nas quais não se sentiu plenamente realizado. Na comunicação, ele encontrou um ambiente que possibilitou maior expressão pessoal e identificação, especialmente ao conviver com colegas que também fazem parte do espectro da neurodiversidade.
A entrevista reforçou a importância de ambientes profissionais mais diversos e acessíveis, destacando o jornalismo como um campo que pode se beneficiar de múltiplas perspectivas e vivências.
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