Bloquinho do Laço Azul leva Carnaval inclusivo para crianças com autismo em Volta Redonda

Evento reuniu famílias, profissionais e crianças em manhã de atividades adaptadas com foco na socialização e no desenvolvimento
O clima de Carnaval tomou conta da sede do projeto Laço Azul, em Volta Redonda, nesta quinta-feira (12). A iniciativa promoveu um bloquinho especialmente organizado para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições de neurodesenvolvimento, com o objetivo de estimular a convivência, a integração e a participação em atividades coletivas.
Com uma programação adaptada, o evento combinou momentos de lazer e proposta terapêutica, reunindo familiares, equipe multiprofissional e as crianças atendidas pelo projeto.
Festa adaptada com foco na inclusão
Durante a manhã, os participantes puderam aproveitar distribuição de pipoca e algodão doce, oficina de confecção de máscaras, além de brincadeiras e dança ao som de marchinhas e músicas infantis. O ambiente foi preparado para garantir acolhimento, segurança e respeito às necessidades individuais de cada criança.
O Laço Azul é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Volta Redonda e oferece acompanhamento multiprofissional a crianças com TEA e outras condições do neurodesenvolvimento. Além do atendimento clínico, o projeto também promove ações que fortalecem o vínculo familiar e comunitário.
Segundo a coordenação, a proposta do bloquinho foi unir celebração e estímulo terapêutico.
"A gente organizou essa manhã para comemorar o Carnaval, mas também com uma função terapêutica. A proposta foi proporcionar um momento de diversão para as crianças, ao mesmo tempo em que trabalhamos a socialização e a interação delas com a família, com os terapeutas e com elas próprias", explicou Rafaela Barros, coordenadora do Laço Azul.
Crianças compartilham entusiasmo com a festa
A animação foi um dos destaques do encontro. Micael, de 10 anos, resumiu o momento com empolgação: "Eu estou achando muito legal, estou cheio de confete". Já Davi Roque, de 8 anos, destacou a experiência de forma direta: "Eu estou achando maravilhoso."
Para muitas crianças, a participação em eventos como esse representa uma oportunidade de vivenciar experiências coletivas de forma adaptada e segura, estimulando autonomia e expressão.
Famílias destacam avanços na socialização
O evento também foi acompanhado de perto por pais e responsáveis, que ressaltaram a importância das atividades para o desenvolvimento das crianças.
Deisimar Fátima, bisavó de Théo Rodrigues, de 7 anos, afirmou:
"Eu acho maravilhoso. Ele faz acompanhamento aqui e eu vejo como isso é muito bom para ele e para todos nós. É um cuidado que faz diferença na vida dele".
Jeniffer Aparecida, mãe de Isabela Vitória, de 9 anos, comentou os avanços na interação social da filha.
"Eu acho ótimo, principalmente para ela se socializar melhor. Antes, ela não gostava muito, mas hoje já se sente mais à vontade, consegue se expressar melhor e estar com os amiguinhos. Ela estava tão ansiosa para o bloquinho que nem queria dormir, com medo de não acordar a tempo de vir. Isso ajuda muito no desenvolvimento dela", relatou.
Marisa Gregório, mãe da Vivian, de 8 anos, também destacou a evolução observada.
"Eu acho muito bom. Desde bebê, ela tem muita dificuldade de interação com todo mundo. No começo, ela trava um pouco, mas depois que vê que eu estou aqui, se sente segura e se solta. Com a terapia, eu vejo que ela está evoluindo a cada dia".
Ao unir diversão e acompanhamento especializado, o bloquinho reforçou o papel de iniciativas inclusivas no fortalecimento da socialização e do desenvolvimento das crianças atendidas pelo projeto.
Fonte: www.voltaredonda.rj.gov.br
Portal Azul - Informações: (61) 98678.4193 - WhatsApp (enviar mensagem)
